E se o amor for apenas a escolha entre ficar ou ir, esquecer ou assumir o orgulho, procurar conhecer ou fingir indiferença, assumir ou ignorar esse sentimento?

E se o amor for escolha e não simplesmente um evento?

Anúncios

Sobre o tempo

O tempo é a coisa mais importante e impressionante da vida. É uma das variáveis mais determinantes para algum evento ocorrer. Um segundo basta para você saber se você irá ou não simpatizar com alguém, para se apaixonar por um sorriso, para se magoar. O tempo também determina o quanto alguém estará em sua vida. Olha só os amores de férias, as amizades de acampamentos, que raramente permanecem por muito tempo! Um dia sem palavras, mesmo que por desencontros, pode determinar um silêncio para sempre. Quantas pessoas certas conhecemos num momento inadequado e o quanto sofremos, esperando que o mesmo se tornasse adequado? Leva a desencontros, mas também traz encontros. Amizades sólidas construídas em pouquíssimo tempo, paixões que começaram em segundos e que duraram para sempre ou que duraram alguns dias. Traz conforto, ao sabermos que o sofrimento e a alegria são passageiros e, portanto, devemos viver cada segundo intensamente, e desconforto, ao nos tirar aquilo que pensamos ser permanente. É a transitoriedade, a impermanência, a certeza da inconstância.

O tempo marca o eterno ciclo de nossas vidas.

quem determina o que a sociedade tem obrigação de ser?
quem determina o certo e o errado?
quem impede as pessoas de serem inúmeros tipos? quem faz a contagem?
por que não podemos viver no paradoxo de sermos dois (ou mais) tipos de pessoas completamente diferentes, opostos?
por que não podemos ter características irracionais?
alias, por que não podemos mudar sem sermos questionados a isso?
por que temos que aceitar os julgamentos, as opiniões de certas pessoas que as dão para nos confundir, para nos ferir?
por que nos submeter a uma ordem estabelecida?

Sobre uma saudade

Esse poderia ser mais um texto sobre superação e sobre como o tempo faz tudo passar. Poderia falar que olhar pra frente é a única coisa a ser feita e que essa dor serviu pra aprender. Poderia falar que a saudade vai passar, que a paz vai voltar e que ainda há sete bilhões de pessoas para conhecer. Mas não. Esse texto é sobre saudade de tudo aquilo que aconteceu na vida real e de todas as situações que foram construídas e intensamente vividas em nossa imaginação (ah, doce ilusão! uma mais linda que a outra), dos risos e conversas. Essa saudade estava ali, escondidinha em um quartinho dentro do seu coração, sendo digerida e, vagarosamente, substituída por novos sentimentos. Você sabia que ela estava ali, mas não exercia tanta influência em sua vida: era rapidamente sufocada. Estava olhando para frente, seguindo sua vida. Até que algo vem abrir essa portinha: uma lembrança, uma foto, um lugar, uma comida. Ela sai, sorrindo, contente por estar livre. Te dá um nó na garganta, um cansaço físico e mental, “borboletas na barriga”. Convenhamos que não é a melhor das sensações. E é claro que a saudade vem com todas as lembranças e você percebe como ainda estão tão claras em sua mente (muito mais do que você pensava). Então, você percebe o quanto ainda está ligada a esse passado e que vai demorar um tempo até ser lembrado sem doer. É verdade que a única solução é olhar para frente, mas haverá situações, pessoas, comentários, lugares e até você mesmo que vão reabrir a porta e você vai ter que arrumar a coragem para guardar a saudade em seu quartinho, trancar a porta, colocar seu melhor e maior sorriso e voltar a olhar para frente, fingindo ter esquecido tudo.

Sobre Fé

A maioria das pessoas passa por momentos difíceis e cruciais, que as obrigam a crescer, a repensar o passado, o presente e o futuro, a analisar seus objetivos, pensamentos, ações. Engraçado que é comum que a causa principal seja perda (ou perdas). De relacionamentos amorosos, familiares, amigos, bichinhos, de empregos, de sonhos. Enfim, perda de tudo aquilo que, no nosso íntimo, consideramos como certo, como sólido, como permanente. Não é difícil supor que isso traz decepção e desanimo aos nossos corações, um sentimento de que tudo esteve e está errado. E de tal forma que possamos perder a fé em tudo que há de melhor na vida, na existência de amizades verdadeiras, de amor, de paz, de empregos novos (e melhores!). O medo também pode se instalar, o que pode nos levar a perda a vontade de viver, de sair, conhecer novas pessoas, novas culturas, novas formas de pensar, a trancafiar nossos corações a sete chaves, limitando-nos de momentos inesquecíveis, de pessoas leves, de formas de viver e pensar diferentes dos nossos. A negatividade que todo esse processo traz acaba atraindo mais problemas, mais pensamentos destrutivos e até doenças físicas e psicológicas. Um ciclo de energia negativa, que cresce de forma potencial.

Então, a desestruturação de tudo aquilo que temos certeza pode (e deve) fazer com que repensemos a nossa vida e com que busquemos novas formas de seguir nossos objetivos a longo prazo (como, por exemplo, o de nos tornarmos pessoas melhores). Isso leva a um melhor auto-conhecimento, ao amadurecimento de nossas emoções e da nossa relação com as mesmas. Essa análise só é permitida quando não temos esse tipo de medo citado, quando temos a coragem de encarar a situação adversa e nossos sentimentos, aprendendo a identificá-los e até permitindo senti-los em tempo e quantidade adequados para não cairmos nesse ciclo energético.

No fim de todo esse processo, vem a fé de que tudo vai dar certo. Você começa a perceber que uma perda não tem somente um lado ruim e que pode ser usada como um meio de crescimento. Ela te tira da posição confortável a qual todos nós ficamos, obrigando que você cresça. Essa fé também traz pensamentos positivos, paz, calma, te leva a querer conhecer outros mundos e a viver, fazendo com que você se lembre que a vida é feita de altos e baixos e que isso pode ser maravilhoso.

Castelo de Areia

Precisamos de muito tempo (nossos, de nossos pais e professores), pensamentos, educação, cultura para construirmos uma base (não digo sólida, já que tudo é impermanente) digna de nos tornarmos seres humanos cada vez melhores, mais bondosos, íntegros, buscando sempre deixar a nossa marca, cativando amigos, atingindo pessoas e doando um pouco do nosso íntimo a cada um que passar por nossas vidas. E é com essa base que agimos, falamos, criamos tudo ao nosso redor. Também é ela que influenciará nossos filhos, sobrinhos, afilhados. Quem sabe também não pode inspirar outras pessoas, já adultas, a melhorarem – assim como estamos passíveis de sermos influenciados? Assim, por essa possibilidade de atingirmos profundamente outras pessoas, nada mais natural do que avaliar nossas palavras, atitudes e pensamentos constantemente, não é mesmo?

Fico pensando sobre aquelas pessoas que, no decorrer de suas vidas, na construção de sua personalidade e de sua base, procuram roubar um pouco da areia que outras estão usando para construir a sua base, o seu castelo chamado vida. E muitas vezes conseguem. Podem tirar uma quantidade tão grande da outra, que esta teve seu castelo abalado, mas todos aqueles que a amam tiraram um pouquinho de sua areia e ajudaram-na a tapar os buracos deixados, selando com todo o amor que possuem, ficando até mais forte, mais reforçado. E aquelas primeiras pessoas, ladras de areia, vão construindo seu castelo apenas com areia. Não há amor, compaixão, bondade verdadeiros para selar essa areia no castelo. E toda a raiva, ódio, ambição, ignorância que residem em seus corações e mentes vão deixando essa areia pura ainda mais friável. Então, percebe como suas bases são frágeis? E também como podem destruir a base de tantas outras, inclusive de seus filhos, os quais possuem uma enorme chance de crescerem desprotegidos, aprendendo a se equilibrar em areia movediça?

Além de toda a má influência e energia que tais pessoas enviam aos outros e ao ambiente em que vivem, devemos lembrar que areia voa com qualquer ventinho um pouco mais forte, qualquer eventualidade pode derrubar seus castelos, destruindo sua base, suas perspectivas antes consideradas tão sólidas e permanentes. Com todo esse desamor que possuem e que foi construído por elas em outras pessoas, quem irá ajudar a reconstruir sua base, tapar seus buracos, selá-los com amor e, então, construir uma boa base? Quem dará a mão, os ouvidos e as palavras para ajudá-las a se reerguerem, desejando com sinceridade que isso aconteça? Será que, então, elas terão aprendido com seus erros ou continuarão a roubar a areia dos outros para construir seus novos castelos de areia?

Biscoitinhos integrais de aveia, banana e mel

Ingredientes

  • 4 bananas pratas amassadas
  • 1 ovo + 1 clara
  • 3 e 1/2 xícaras de aveia em flocos
  • 2 colher de sopa de semente de linhaça
  • 1/2 colher de sopa de mel

Modo de Preparo

Misture tudo. Faça bolinhas com a massa, achate-as para ficar no formato de biscoitinhos. Coloque pra assar (180 a 200 graus) numa assadeira untada por cerca de 10 a 15 minutos, virando- as na metade do tempo, ou até dourar.

Obs: você pode colocar castanhas moídas, mas diminua a quantidade de aveia.